A busca pelo “Eu” e suas diversas vestimentas

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Desde que nascemos vamos vestindo diferentes roupagens, ao nascermos nossos pais escolhem nossos nomes , nos vestem de acordo com nosso género, educam conforme a educação que receberam ou fazem diferente porque não aceitaram o modo como foram educados.
E assim vai se formando  esse ser…
E na infância  que somos ditos “puros” reagimos ou copiamos encenando para o mundo alguns dos verdadeiros traços  de nós mesmos, conforme vamos existindo se não for de acordo com os parâmetros  impostos, somos taxados de hiperativos ,bipolares, esquizofrênicos, esquisitos, etc.
Ao entrar na adolescência o auge e imitar o que esta na moda e ter o corpo que a mídia mostra como padrão de beleza, o comportamento politicamente correto, a escolha dos amigos, os grupos, ufa!! Tanta coisa, aquela vontade de ser visto de gritar e mostrar que “Eu” existo, mas ninguém vê, porque estão ocupados demais usando as roupagens  que a sociedade politicamente correta quer!!
Então é ai que eu perco o meu verdadeiro “Eu” tentando me encaixar nos outros diversos “Eu”.
Então depois de toda essa tempestade social e cultural em que vivo , se não tiver tomando um anestésico  farmacêutico (antidepressivo), já estou consumido na esquisitice, depressivo, ou se estiver vivo pois posso ter me suicidado, pois é difícil lidar com tantas perguntas e não ser visto, tolerado, ou consumido pelas drogas pois preciso fugir de mim mesmo e meus monstros interiores.
Depois de ter crescido mais um pouco vem as cobranças do emprego, da faculdade, do carro, da casa própria, de casar, de optar por um relacionamento.
E nessas alturas já nem sei quem sou, vou vestindo  as roupagens que todos querem muito menos eu.
E assim vai se formando estes tantos Eu distorcidos da realidade nata pela qual fui gerado, encenando aquilo que todos acham ou julgam certo, e nestes processos todos estes tantos Eu, alguns acordam e despertam, outros se vestem de armaduras e calam-se pra sempre com medo de seu próprio Eu.

Este texto canalizado pela irmã Márcia Brahm retrata uma realidade triste e dolorosa, porém muito atual, a cada dia as pessoas se perdem em uma rotina artificial e desconhecem sua verdadeira essência, sua verdadeira missão nesta terra, são seres solitários em meio a multidão, nesta busca incessante em sermos perfeitos aos olhos alheios, esquecemos de nos olhar no espelho e vermos nosso reflexo, sentindo nossas emoções e valorizando a vida como um verdadeiro presente.

Diante desta situação que leva a famosa depressão, as terapias holísticas ganharam um espaço significativo e de grande desempenho nos últimos tempos!

créditos: Marcia Brahm

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Aline Ferrão é Espiritualista sacerdote de Umbanda, dirigente do C.E.U Luzes de Aruanda em Gravataí/RS iniciada na cultura de Matriz Africana a qual representa como Yalorixá respeitando as práticas Ancestrais através dos Orixás. Domina a leitura de oráculos como Búzios e Baralho Cigano, direcionando as terapêuticas com o auxílio destas ferramentas. Conhecedora das Ervas e sua utilização no bem-estar de cada ser, assim como estudou e pratica as Técnicas de Reiki Usui, Reiki Xamânico juntamente com Apometria Cristica e Floral de Bach. Facilitadora nas terapias envolvendo a cura da Alma, com a utilização da Medicina Sagrada Ayahuasca. Médium ativa desde a infância, tem como propósito direcionar o seu trabalho dentro da espiritualidade expandindo seu conhecimento para o acolhimento de quem sentir o chamado espiritual. Em sua formação social é graduada em Pedagogia, tendo como sua área de interesse o desenvolvimento Humano.